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Contas da prefeitura de Sinimbu em 2025

Quanto a prefeitura arrecadou, quanto se comprometeu a gastar e como fechou o ano: os números que ela mesma declarou ao Tesouro Nacional, explicados sem jargão.

Tesouro Nacional · DCA 2025

Em 2025, a prefeitura de Sinimbu (RS) arrecadou R$ 77,5 milhões. Depois de descontar R$ 6,58 milhões (a parte que vai para o FUNDEB e devoluções), ficou com uma receita líquida de R$ 70,92 milhões. Ela se comprometeu a gastar R$ 71,98 milhões (despesa empenhada). A despesa superou a receita em R$ 1,06 milhão (1,5% da receita): é o que se chama de déficit orçamentário. Isso dá R$ 8.288 de gasto por habitante, considerando 8.685 moradores (estimativa do IBGE para 2025).

O gasto comprometido cresceu mais rápido que a receita líquida: 14,9% contra 8,7% em relação a 2024. Esse resultado não quer dizer, por si só, que sobrou ou faltou dinheiro no caixa: a prefeitura pode usar recursos guardados de anos anteriores.

Ano fechado de 2025, como declarado ao Tesouro

R$ 70,92 milhões
Receita líquida
o que a prefeitura arrecadou e recebeu no ano, depois de descontada a parte do FUNDEB
+8,7% em relação a 2024
R$ 71,98 milhões
Gasto comprometido
o dinheiro reservado para pagar, mesmo que a entrega ou o pagamento venham depois
+14,9% em relação a 2024
R$ 1,06 milhão
Faltou dinheiro (déficit)
1,5% da receita líquida
R$ 8.288
Despesa por habitante
despesa ÷ 8.685 habitantes (estimativa do IBGE, 2025)

O que chama a atenção nos números?

Destaques escolhidos por regras fixas a partir das contas de 2025: no máximo três, com os mesmos critérios para todas as cidades.

A despesa cresceu mais que a receita

O gasto comprometido variou +14,9% em relação a 2024; a receita líquida, +8,7% (valores da época, sem descontar a inflação).

Parte da despesa ficou para o ano seguinte

Até o fim de 2025, 88% do gasto comprometido no ano tinha sido pago. O restante (R$ 8,63 milhões) passa para o ano seguinte como restos a pagar.

Esses destaques descrevem diferenças e tendências. Sozinhos, não indicam boa ou má gestão nem irregularidade. As variações são nominais, sem descontar a inflação.

O que cada palavra quer dizer

Receita
todo o dinheiro que entra nos cofres da prefeitura: impostos e taxas da cidade, repasses do governo federal e do estado, rendimentos.
Receita líquida
a receita depois de tirar o que a prefeitura repassa ao FUNDEB (fundo da educação básica) e as devoluções. Não quer dizer que todo esse valor esteja livre: parte tem destino definido, como educação e saúde. Atenção: não é a Receita Corrente Líquida (RCL) da Lei de Responsabilidade Fiscal, usada para os limites de gasto com pessoal e de dívida.
Gasto comprometido (despesa empenhada)
o valor que a prefeitura reservou e se comprometeu a pagar. O empenho vem antes da entrega do serviço e do pagamento.
Sobrou ou faltou (superávit e déficit)
a receita líquida menos o gasto comprometido no ano. Se sobra, é superávit; se falta, é déficit. Não é, sozinho, sinal de boa ou má gestão.
Por habitante
o valor total dividido pelo número de moradores, para comparar cidades de tamanhos diferentes.

Do compromisso ao pagamento em 2025: o caminho do dinheiro

Quando a prefeitura gasta, o dinheiro passa por três etapas. Os valores abaixo não incluem as despesas entre órgãos da própria prefeitura.

R$ 71,98 milhõesComprometido
o dinheiro foi reservado
R$ 65,46 milhõesEntregue
o serviço ou a compra foi entregue
R$ 63,35 milhõesPago
o dinheiro saiu do caixa
EtapaValorDo comprometido
ComprometidoR$ 71.977.618100%
EntregueR$ 65.460.29491%
PagoR$ 63.345.97888%

Os valores são do próprio ano: não incluem o pagamento de dívidas de anos anteriores, então não mostram, sozinhos, se a prefeitura deve ou não.

De onde veio o dinheiro da prefeitura de Sinimbu em 2025?

De cada R$ 100 que a prefeitura arrecada, R$ 85,60 vêm de repasses do governo federal e do estado, R$ 6,20 de impostos e taxas da própria cidade e R$ 8,20 de outras fontes.

Repasses do governo federal e do estado · 85,6% Impostos e taxas da própria cidade · 6,2% Outras fontes · 8,2%

Os três percentuais foram arredondados para uma casa decimal; quando a soma não dá 100%, a diferença vai para a parte com maior resto.

O detalhe, em três grupos

FonteValorDa receita bruta
Repasses do governo federal e do estadoFPM, ICMS, IPVA, FUNDEB, SUS e outros valores enviados pelo governo federal e pelo estado.R$ 66,36 milhões85,6%
FPMFundo de Participação dos Municípios: repasse da União, dividido entre as cidades.R$ 23,8 milhões30,7%
FUNDEBfundo da educação básica: o dinheiro volta para a educação, mas parte da receita foi descontada para formá-lo.R$ 10,66 milhões13,7%
ICMSparte do imposto estadual sobre mercadorias e serviços que cabe à cidade.R$ 9,77 milhões12,6%
SUSrepasses da saúde, vindos da União e do estado.R$ 7,48 milhões9,7%
IPVAparte do imposto estadual sobre veículos que cabe à cidade.R$ 1,25 milhão1,6%
Demais repassesR$ 13,41 milhões17,3%
Impostos e taxas da própria cidadeo que o próprio município arrecada: IPTU, ISS, ITBI, taxas e o imposto de renda retido dos salários e serviços que a prefeitura paga.R$ 4,79 milhões6,2%
IRRFimposto de renda retido na fonte sobre o que a prefeitura paga a servidores e fornecedores.R$ 2,19 milhões2,8%
ISSimposto sobre serviços prestados na cidade.R$ 1,52 milhão2%
IPTUimposto sobre imóveis urbanos.R$ 489,2 mil0,6%
ITBIimposto sobre a compra e venda de imóveis.R$ 228,2 mil0,3%
Demais impostos e taxasR$ 357,3 mil0,5%
Outras fontesrendimentos de aplicações, aluguéis, serviços cobrados e contribuições.R$ 6,35 milhões8,2%

Os três grupos somam a receita bruta. As linhas recuadas são partes do grupo acima delas; o que não aparece em nenhuma linha fica em “Demais”.

A receita bruta inclui o que a prefeitura recebe do FUNDEB. O que ela entrega para formar o fundo é outra coisa: é descontado à parte, no cálculo da receita líquida.

Para onde foi o dinheiro da prefeitura de Sinimbu em 2025?

As áreas que mais receberam em 2025, pelo gasto comprometido: compromissos assumidos no ano, não necessariamente já pagos.

ÁreaValorDo total
EducaçãoR$ 19,68 milhões27,3%
SaúdeR$ 17,6 milhões24,5%
TransporteR$ 13,98 milhões19,4%
AdministraçãoR$ 7,16 milhões9,9%
Encargos EspeciaisR$ 2,9 milhões4%
AgriculturaR$ 2,32 milhões3,2%
SaneamentoR$ 1,85 milhão2,6%
UrbanismoR$ 1,77 milhão2,5%

Ver todas as áreas em "A cidade em números"

A parte de cada área no total não serve para conferir os mínimos que a Constituição exige para educação e saúde: esses usam outra base de cálculo.

Sinimbu comparada com outras cidades em 2025

Quanto a prefeitura gastou e arrecadou por morador, ao lado da cidade típica de cada grupo.

Gasto por habitante

Em 2025, a prefeitura de Sinimbu gastou R$ 8.288 por morador.

  • SinimbuR$ 8.288
  • Cidade típica de porte parecido (5.000 a 10.000 habitantes)R$ 7.663
  • Cidade típica do estado (Rio Grande do Sul)R$ 8.778
  • Cidade típica do BrasilR$ 7.212
  • Cidade típica de porte parecido (5.000 a 10.000 habitantes): R$ 7.663. Sinimbu gastou 8% a mais.
  • Cidade típica do estado (Rio Grande do Sul): R$ 8.778. Sinimbu gastou 6% a menos.
  • Cidade típica do Brasil: R$ 7.212. Sinimbu gastou 15% a mais.

Receita líquida por habitante

Em 2025, a prefeitura de Sinimbu recebeu R$ 8.166 por morador (receita líquida).

  • SinimbuR$ 8.166
  • Cidade típica de porte parecido (5.000 a 10.000 habitantes)R$ 7.996
  • Cidade típica do estado (Rio Grande do Sul)R$ 9.727
  • Cidade típica do BrasilR$ 7.534
  • Cidade típica de porte parecido (5.000 a 10.000 habitantes): R$ 7.996. Sinimbu recebeu quase o mesmo.
  • Cidade típica do estado (Rio Grande do Sul): R$ 9.727. Sinimbu recebeu 16% a menos.
  • Cidade típica do Brasil: R$ 7.534. Sinimbu recebeu 8% a mais.

Gastar mais ou menos não quer dizer gestão melhor ou pior: depende do tamanho da cidade, dos serviços que ela oferece e dos repasses que recebe.

Por que “por morador”? Para dar para comparar cidades de tamanhos diferentes. “Cidade típica” é a do meio da lista de cada grupo: metade das cidades teve valor maior e metade menor (a própria cidade entra no grupo). Todas usam o mesmo ano e a mesma conta.

Como chegamos nos números de 2025

A conta, passo a passo, com os valores que a prefeitura declarou.

Receita arrecadada (bruta)R$ 77.498.126
menos: dedução para o FUNDEB− R$ 6.471.504
menos: outras deduções (devoluções)− R$ 104.838
igual a: receita líquidaR$ 70.921.784
Gasto comprometido, ou despesa empenhada (sem as despesas entre órgãos da própria prefeitura)− R$ 71.977.618
Resultado: receita líquida menos gasto comprometido− R$ 1.055.834

Os valores são os do município como um todo, como declarado ao Tesouro (inclui a Câmara Municipal).

Outros sites podem mostrar a receita bruta, a despesa paga ou incluir as operações intra-orçamentárias, e por isso os números às vezes diferem. Aqui usamos os dados que a prefeitura declarou ao Tesouro Nacional, com a receita depois das deduções e a despesa empenhada sem as operações intra-orçamentárias.

Perguntas frequentes sobre as contas de Sinimbu

Quanto a prefeitura de Sinimbu arrecadou em 2025?

Arrecadou R$ 77,5 milhões (receita bruta). Descontadas as deduções do FUNDEB e outras (R$ 6,58 milhões), a receita líquida foi de R$ 70,92 milhões.

Quanto a prefeitura de Sinimbu gastou em 2025?

Comprometeu-se a gastar R$ 71,98 milhões (despesa empenhada, sem as despesas entre órgãos da própria prefeitura). Desse valor, R$ 65,46 milhões já tinham sido entregues em serviços e compras (liquidado) e R$ 63,35 milhões tinham sido pagos.

A prefeitura de Sinimbu teve superávit ou déficit em 2025?

A despesa superou a receita em R$ 1,06 milhão (1,5% da receita): é o que se chama de déficit orçamentário. Esse resultado não quer dizer, por si só, que sobrou ou faltou dinheiro no caixa: a prefeitura pode usar recursos guardados de anos anteriores.

De onde vem o dinheiro da prefeitura de Sinimbu?

85,6% da receita vêm de repasses do governo federal e do estado (como FPM, ICMS, FUNDEB e SUS), 6,2% de impostos e taxas da própria cidade (como IPTU e ISS) e 8,2% de outras fontes.

Qual é o gasto por habitante de Sinimbu?

Em 2025, a prefeitura gastou R$ 8.288 por habitante (8.685 habitantes, estimativa do IBGE). Na cidade típica de porte parecido (5.000 a 10.000 habitantes), foi de R$ 7.663.

Por que os números diferem de outros sites?

Os critérios mudam: receita bruta ou líquida (depois das deduções); despesa empenhada, liquidada ou paga, com ou sem as operações intra-orçamentárias; população do Censo ou estimativa do IBGE. Aqui usamos os dados da DCA declarados ao Tesouro Nacional: receita líquida, despesa empenhada sem operações intra-orçamentárias e a estimativa do IBGE do ano.

Baixar os números

Receita, deduções, origem do dinheiro e despesa por área, em planilha (CSV). Uso livre, citando a fonte.

Baixar CSV de Sinimbu

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